Contos do Mar
Dane cresceu em uma vila solitária, distante da agitação das grandes cidades. Quem o criou foi a Família Rogue, um grupo de bandidos que espalhava o caos na vila, vivendo à margem da lei. Dane nunca conheceu seus pais verdadeiros; sua história começou em uma canoa à deriva, com um lenço amarrado ao pulso, onde seu nome estava escrito em letras desgastadas. Por um milagre, ele sobreviveu às águas traiçoeiras e foi encontrado por Annie, a matriarca da Família Rogue, que o adotou como seu próprio filho.
Seu nome original era tão extravagante que precisaram simplificá-lo para Teach D. G. Rogue, deixando apenas o misterioso "D" e "G" como sobrenome. Alguns até especulavam que ele poderia ser filho de nobres, mas a verdade permanecia oculta nas profundezas do mar.
A juventude de Teach foi marcada por sonhos de aventura e liberdade nos mares. Sua paixão pela pirataria floresceu quando ele avistou pela primeira vez um grupo de piratas no porto. Eles eram humildes, mas suas histórias eram grandiosas. Teach se tornou um ávido ouvinte, esperando ansiosamente pelas suas voltas ao porto para ouvir mais relatos de tesouros escondidos, batalhas épicas e lendas perdidas.
Annie, no entanto, não queria que seu filho se envolvesse com criminosos daquele calibre. Ela sabia que a vida de um pirata era repleta de perigos e incertezas, e temia que Teach se perdesse nas águas traiçoeiras. Assim, ela o proibiu de visitar o porto novamente. Teach obedeceu, mas seu coração ansiava pelas ondas salgadas e pelos horizontes desconhecidos.
E assim, Teach D. G. Rogue cresceu entre os segredos da Família Rogue e as histórias dos piratas. Ele guardava em seu peito a promessa de um dia zarpar em busca de aventuras, desvendar mistérios e talvez até descobrir a verdade sobre sua própria origem. Os mares o chamavam, e ele estava determinado a responder ao chamado, mesmo que isso significasse desafiar a única mãe que conhecera.
Dane, agora conhecido como Teach D. G. Rogue, deixou sua vila natal em busca de aventuras nos mares. A cidade grande o aguardava, e ele percorreu longas distâncias, pegando carona em carroças e enfrentando os desafios da estrada. Sua família, desesperada com seu desaparecimento, procurou por ele incansavelmente, mas sem sucesso.
A cidade para a qual Dane se dirigiu era propriedade da União Marítima, um lugar protegido, mas que não conseguia conter completamente a presença dos piratas. Em meio a essa cidade de segredos e intrigas, Dane vivia à margem da lei, roubando e furtando para sobreviver.
Um dia, enquanto comia um pedaço de pão recém-furtado, Dane se deparou com um bando de moleques que tentavam roubar dele. Determinado e corajoso, ele enfrentou o chefe do bando, um garoto ruivo e talentoso. No final, Dane se tornou o líder desse grupo e fez uma aliança com o ex-líder, Henry, que se tornou seu único e melhor amigo.
Juntos, Dane e Henry decidiram realizar um ousado roubo: uma feira movimentada. Henry, o estrategista, arquitetou o plano, enquanto Dane executou cada detalhe. No entanto, o plano falhou, e eles tiveram que escapar dos guardas implacáveis. Foi nesse momento que uma nuvem em formato de crânio de esqueleto apareceu repentinamente, e um raio atingiu o local, afastando os guardas. No beco, Teach encontrou um jovem pirata chamado Michael, que o convidou para se juntar ao bando de seu capitão.
Teach aceitou o convite com entusiasmo. Era tudo o que ele sempre desejara: aventuras nos mares, tesouros escondidos e histórias épicas. Henry, por outro lado, relutou, mas acabou cedendo. Juntos, eles ganharam experiência como piratas, enfrentando emboscadas e perigos. Porém, um trágico evento abalou a vida de Teach: sua tripulação foi emboscada e executada sem piedade.
Determinado a honrar o legado dos piratas, Teach decidiu formar seu próprio bando. Ele recrutou Henry e, após muita insistência, também convenceu Michael a se juntar a eles. Com o dinheiro que acumularam, conseguiram adquirir seu primeiro navio, uma modesta chalupa. E assim, com o vento nos cabelos e o mar à sua frente, Teach e sua tripulação partiram em busca de renome, tesouros e a liberdade que só os mares profundos poderiam oferecer.
A fama de Teach D. G. Rogue cresceu como uma tempestade no horizonte. A União Marítima, incapaz de capturá-lo, colocou uma recompensa por sua cabeça. Embora fosse uma quantia modesta, foi o suficiente para inflar seu orgulho e arrogância. Mas a maré da fortuna é imprevisível, e os dias de glória de Teach estavam contados.
Quando a União Marítima finalmente localizou Teach e sua tripulação, ofereceram-lhes uma escolha: aposentar-se ou enfrentar a morte. Teach, com o coração de um verdadeiro pirata, recusou-se a abandonar o mar. Em um ato de desafio, ele guiou seu bando para o Mar dos Ladrões, um lugar lendário, repleto de riquezas e perigos, onde apenas os mais destemidos se atrevem a navegar.
O Mar dos Ladrões é um lugar misterioso, onde os ventos sussurram segredos e as ondas carregam histórias de bravura e perigo. As lendas dizem que suas águas são tão azuis quanto os olhos de uma sereia e tão profundas quanto o desejo de um pirata por ouro. Este lugar, banhado pela aura de encantamentos antigos, é um caldeirão de segredos milenares. Lá, maldições esquecidas sussurram nas sombras e criaturas de lendas marinhas emergem das profundezas, revelando-se aos olhos pela primeira vez.
A decisão dividiu a tripulação. Bartholomew, o carpinteiro, opôs-se veementemente, enquanto Henry, o imediato, e Leiner Barbary, o contramestre, apoiaram Teach. Apesar das dúvidas e medos, a lealdade ao capitão prevaleceu, e eles partiram para o desconhecido. O lugar emana magia antiga, esconde mistérios ancestrais, oculta maldições e monstros nunca antes visto
As lendas falam de esqueletos que guardam tesouros em ilhas remotas, de batalhas épicas contra Krakens gigantes e de alianças frágeis entre tripulações rivais. Os piratas lendários conhecem os segredos das estrelas, os rituais para invocar Megalodons e os cantos antigos que acalmam as tempestades.
Sudário do Diabo, a névoa densa que cobria o Mar dos Ladrões era um véu que escondia tanto tesouros quanto tragédias. Navegar tornou-se um desafio, com o mar avermelhado e o clima inconstante. A tripulação enfrentou obstáculos inimagináveis, e a névoa corrosiva começou a danificar o casco do navio.
O convés estava caótico, e ele podia ouvir os gritos de sua tripulação e o rangido do navio. Uma tempestade se aproximava, e um por um, seus companheiros desapareciam na neblina. Teach e Henry permaneceram, lutando contra o destino cruel que os aguardava.
Em um momento de desespero, Henry escorregou e caiu no mar. Teach, suando frio, segurou sua mão, mas não conseguiu salvá-lo. Henry desapareceu nas águas vermelhas, e Teach ficou sozinho, à deriva em um mar sem direção.
Resignado, Teach aceitou seu fim iminente. Mas o destino tinha outros planos. Um impacto violento lançou-o para longe do navio. Enquanto caía, ele sentiu a água gelada envolvê-lo, e naquele momento, ele aceitou a morte.
O som das gaivotas ecoava pelo céu, enquanto as ondas batiam nas rochas e as cigarras entoavam suas canções. Teach abriu os olhos e foi ofuscado pelos raios de sol que batiam em seu rosto. Ele estava à beira de uma praia, ainda vivo e envolto na névoa misteriosa do Mar dos Ladrões. A ilha onde se encontrava era uma das muitas perdidas, engolidas pela neblina que cercava aquele lugar lendário.
O céu acima dele estava limpo, permitindo que o sol iluminasse a areia e a fizesse brilhar como ouro. Ao analisar a região, Teach viu seu navio encalhado. A esperança renasceu em seu coração, mas ele sabia que precisava consertar a embarcação rapidamente; caso contrário, seu destino estaria selado.
A ilha tinha o formato peculiar de um escaravelho e era habitada por uma variedade de animais, peixes e aves. O que realmente chamou a atenção de Teach, no entanto, foi um galeão gigante e quebrado que jazia na ilha. Ele decidiu fazer do navio sua moradia temporária.
Movido pela curiosidade, Teach explorou o galeão e encontrou objetos sem valor, algumas joias e um diário desgastado. As páginas contavam o fim trágico da tripulação, um destino que espelhava o que Teach havia enfrentado. O diário mencionava alguém com um título grandioso, sugerindo que o capitão do galeão era um pirata de renome.
Após um dia exaustivo, Teach preparou-se para caçar sua comida. Ele acendeu uma fogueira e, sob o manto estrelado, adormeceu, permitindo que seu corpo e mente descansassem antes dos desafios que viriam com o nascer do sol.
Despertou de um sono turbulento, exausto e com o corpo formigando. Levantou-se e encarou o horizonte, que permanecia oculto pela névoa persistente. Mas naquele dia, algo estava diferente; uma figura espectral surgia diante dele. Um espírito, uma alma que falava incessantemente, mas suas palavras eram apenas um sussurro distante para Teach, até que algo chamou sua atenção: o Senhor dos Piratas.
A revelação foi um choque para Teach. O espírito diante dele era o lendário Senhor dos Piratas, e o galeão quebrado na ilha poderia ter sido seu. O espírito, em meio a divagações, entregou a Teach um baú antigo, enterrado na ilha como parte de seus pertences. Ele proclamou que a verdadeira aventura de Teach estava apenas começando e que sua coragem seria a chave para seu futuro como pirata. Apesar das dúvidas que assolavam sua mente após os eventos recentes, Teach foi confrontado com uma escolha crucial: retornar ao mundo exterior ou continuar sua jornada e alcançar seu destino.
Com o peso do sacrifício de seus companheiros em seu coração, Teach decidiu prosseguir. Ele trabalhou arduamente para reparar seu navio e, quando finalmente zarpou, o Senhor dos Piratas dissipou a névoa à sua frente, revelando uma rota segura. Com um aceno, o espírito desapareceu, deixando Teach a questionar se tudo não passara de um sonho. Mas a decisão estava tomada, e Teach avançou corajosamente em direção ao Mar dos Ladrões.


Comentários
Postar um comentário