Badalar da Morena

No verão, em Salto, te vi.
Não pude acreditar no que senti.
Logo, em fascínio, me encantei.
Vagarosamente suplantei.

Me comportei. Aguardei;
Na quietude beirei.
A ocasião logo veio,
Ilusão do devaneio interveio.

Seu esboço cintila,
Teu ritmo fascina;
O balanço não cansa.
frappé, Adagio, cativa.

Teu giro, em execução, jubila.
Os pés fadiga, teu bailo trilha.
O corpo e a mente aquece.
Sua paixão te enaltece.

Singelamente entristeço,
Pois sua insensatez é despeço.
A dançarina diz: 
— sem apego!
Reprimo. Então, trôpego.

Sua indisposição me faz duvidar.
Insistir, persistir, não dá!
Ceifou a ilusão, a qual prendia o coração.
O jeito é apartar? Diz que não.

Seu esboço cintila,
Teu ritmo fascina;
O balanço não cansa.
frappé, Adagio, cativa. 

Teu giro, em execução, jubila.
Os pés fadiga, teu bailo trilha.
O corpo e a mente aquece.
Sua paixão te enaltece.





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